Escrito por Ivone Serpa – Consultora Vivantt em Assistência Social (CRESS 4678)

Outro dia, ao ler um versículo no livro de Salmos, capítulo 92, versículo 14, fui profundamente tocada pela declaração:
“Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes.”
Que afirmação poderosa e cheia de esperança!
Ao ler o capítulo, percebi que antes dessa promessa há uma intensa expressão de alegria, exaltação e gratidão do salmista a Deus. Não se trata de uma frase isolada, mas de uma consequência natural de uma vida cultivada em louvor, confiança e reconhecimento da bondade divina.
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O preparo ao longo da caminhada
A nossa percepção da vida não pode estar focada apenas nas frustrações, decepções, amarguras, derrotas ou ofensas. Se assim for, chegaremos à maturidade carregando pesos desnecessários.
Gosto de fazer uma analogia com a preparação de uma salada: ela não é feita apenas de vinagre e sal. Quando misturados aos legumes, verduras, frutas e demais temperos, esses ingredientes compõem um sabor equilibrado e agradável ao paladar. Da mesma forma, as experiências difíceis fazem parte da vida, mas não pode ser o Único tempero da nossa história.
A espiritualidade nos ensina a integrar dores e alegrias, perdas e conquistas, transformando tudo em aprendizado.
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Viçosos na maturidade
O texto bíblico fala sobre ser “viçosos” na velhice. O viço é o entusiasmo pela vida, é manter a chama da esperança acesa mesmo diante das limitações naturais do envelhecimento.
Ser viçoso não significa negar as mudanças biológicas, funcionais, bioquímicas, psicológicas e sociais que acompanham o passar dos anos.
Significa, antes, não permitir que essas mudanças roubem a alegria de viver.
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Frutíferos até o fim
“Dar frutos” na maturidade é oferecer ao mundo aquilo que só o tempo pode produzir: Sabedoria, conselhos, ensinos e experiências.
As sementes lançadas ao longo da vida – nas relações, no trabalho, na família, na Fé – germinam e se manifestam de maneira ainda mais significativa na velhice.
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Florescer continuamente
Florescer é não estagnar. É continuar aprendendo. É manter propósito.
Envelhecer não é perder valor; é alcançar uma fase de plenitude. É quando a experiência se transforma em sabedoria e influência. É quando a espiritualidade amadurecida sustenta o coração diante das limitações físicas e fortalece a alma para continuar caminhando.
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A esperança que sustenta
A espiritualidade no tempo da velhice nos lembra que o envelhecimento é um processo natural, mas não precisa ser um tempo de declínio interior. Pelo contrário: pode ser um tempo de maior profundidade, serenidade e significado.
Mesmo vivendo as transformações próprias da idade, podemos continuar viçosos e resplandecentes. Podemos dar frutos. Podemos florescer.
Porque uma vida cultivada em gratidão e fé não perde a vitalidade com o passar dos anos – ela amadurece, fortalece-se e se torna inspiração para as próximas gerações.
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Sobre a autora
Ivone Serpa é consultora em assistência social da Vivantt, assistente social com pós-graduação em Recursos Humanos e em Dependência Química. Ao longo de sua trajetória, atuou como coordenadora de Recursos Humanos e professora no ensino superior. Atualmente, exerce sua prática como assistente social em ambiente hospitalar, acompanhando pacientes e suas famílias, com olhar atento às necessidades e aos desafios do envelhecimento.